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Strip Malls e as tendências do mercado atual

04/10/2017

A rapidez com que tudo têm acontecido atualmente fez com que nos tornássemos mais “apressados”. Cada vez mais, nossas rotinas se tornam carregadas, enquanto cada atividade tem menos tempo para acontecer. Consumir não tem sido diferente.

A mudança tecnológica e – consequentemente – cultural trouxe as compras online. Logo,os Shopping Centers transformaram o relacionamento com clientes. Mas, entre todas essas tendência, uma ideia antiga ganha uma nova chance.

São os strip malls, que se diferenciam dos shoppings tradicionais pela forma como interagem com o público. Entenda como se definem estes empreendimentos e quais as suas diferenças para outros modelos.

 

Conceito de Strip Malls

Os strip malls podem ser basicamente descritos como centro de conveniência. Como o nome já suscita, traduzindo livremente, são centros de compras projetados em uma “faixa estreita”. Visualmente, uma linha de lojas de produtos e serviços, para atender consumidores com pressa.

A ideia é simples, e com o aumento da população, principalmente, nos grandes centros, ela se torna necessária. Imagine que Eduardo está voltando de um dia de trabalho, e ele precisa fazer uma série de compras. Mas não quaisquer compras, ele quer alguns alimentos para a semana, ir à academia, cortar o cabelo e trocar o aparelho celular, que parou de funcionar.

Com o trânsito volumoso e movimento dos shopping centers da cidade, ficaria quase impossível fazer tudo no tempo que lhe resta no dia. Contudo, ele lembra do novo strip mall que abriu na mesma direção da sua casa. Eduardo vai encontrar tudo (e mais) no mesmo lugar. Detalhe: com facilidade de acesso, já que a movimentação é muito menor no strip mall.

Os grandes shopping centers ainda buscam ser o terceiro lugar mais frequentado pelas pessoas, depois da casa e do trabalho. Já o strip mall procura algo diferente, sendo que o tempo médio de permanência dos consumidores é de 45 minutos.

Normalmente, os maiores fluxos em shopping centers tradicionais acontecem à noite e nos finais de semana. Nos strip malls, o pico de fluxo acontece mais durante a semana nos períodos entre a atarde e início da noite.

Para atender essa necessidade, os strip malls precisam comportar diversos segmentos, salões de beleza, cafeterias, supermercados, vestuário, farmácias, lavanderias, entre outros. O número de opções marcas para cada segmento, geralmente, é bem menor que o em um shopping tradicional. Justamente por ser direcionado a compradores, em regiões e comunidades específicas, com pouco tempo.

 

Vantagens para o mercado

Os strip malls já são bem conhecidos nos Estados Unidos, sendo referências consolidadas para o varejo de lá. A mudança de status deste modelo de negócio vem acontecendo no Brasil de forma gradual, e faz parte do desenvolvimento econômico e urbano do país.

São projetos direcionados para bairros mais populosos, por exemplo. O fato de serem menos tumultuados e mais acessíveis torna os malls uma ótima forma de investimento no comércio local. São vantagens que aparecem tanto para os empresários quanto para a comunidade que mora ou passa pelo empreendimento.

Inclusive, fica muito mais fácil fidelizar esse público, por toda a relação que o consumidor já tem com a região de uma forma geral. É um centro de compras completo e cômodo para moradores de determinados lugares. O custo operacional se torna muito reduzido em relação ao shopping center tradicional, outra vantagem para os empreendedores.

Sem contar que estes malls ainda contam com grandes estacionamentos, obviamente, dadas as proporções do fluxo. O bairro ou região ganha um centro de conveniência, que gera empregos, facilidades e ajuda no crescimento econômico local.

O modelo se baseia no conceito de one stop shop, no qual clientes consomem diversos produtos e serviços em uma só parada. Por isso, exige um mix de lojas mais focado na oferta de serviços e conveniência. Os stip malls ainda apresentam uma área bruta locável (ABL), em média, bem menor do que em shoppings tradicionais.

 

Strip Malls no Brasil

 A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) divulgou no início de 2017 uma pesquisa para identificar o desenvolvimento dos strip malls no país. Inclusive, a Abrasce criou uma categoria de filiação desta modalidade de negócio, com o objetivo de incentivar o seu crescimento.

Apesar de abranger apenas o sudeste brasileiro, os dados apontam para informações valiosas para empresários e consumidores. A pesquisa afirma que eles geralmente estão ancorados por um grande varejista, como supermercados ou grandes redes de franquias.

Definitivamente, o mix de lojas é focado em conveniência, com empreendimentos localizados nos bairros. A maior parte ainda está nas regiões adjacentes aos grandes centros ou no interior. 44% desses empreendimentos estão em cidades com população entre 100 e 500 mil habitantes.

A ABL média por shopping é de 1.685 m2, apresentando operações alinhadas às demandas cotidianas. Na maior parte, são térreos, mas existem empreendimentos com até 4 pisos, tendo 16 lojas em média. Possuem estacionamento, porém, não costumam ter áreas de lazer ou quiosques. 90% deles abrem aos domingos.

O strip mall reaparece como tendência para solucionar problemas atuais. Estar no caminho do consumidor e resolver as necessidades que surgem de imediato é o seu principal objetivo. Para empresários e decisores de grandes grupos do varejo, estar atento à todas as mudanças do mercado é essencial.

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